Potato Cat – Bastidores #03

Analógico vs. Digital!

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Neste “Bastidores”, o simpático e humilde Gato Batata, que sou eu, traz até a você um pouco do debate sobre a escolha de plataforma para se produzir um jogo.

Lição aprendida: Toda ideia de jogo pode ser adaptada para PCs ou para mesas, mas será que todos da sua equipe são bons produzindo para as duas plataformas? Vale muito a pena atentar-se às habilidades de seus companheiros desenvolvedores na hora de bater o martelo a respeito disso.

Dica do Gato: Tome cuidado para não desvalorizar a sua ideia. Ela pode ser realmente boa, mas dependendo da forma que for aplicada, pode acabar se transformando em algo muito diferente daquilo que ela “nasceu para ser”. Mas lembre-se: o problema não é a mudança, mas sim a perda da essência que de fato deveria ser transmitida com a ideia.

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Desenvolver um jogo é algo tão desafiante quanto recompensante. Existem muitos elementos com os quais os game designers têm que se preocupar para fazer algo divertido e uma das análises mais interessantes cai sobre a plataforma do jogo.

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Cartas a Vapor – DevLog #06

A Arte de Ensinar

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Existem muitas coisas simples nesse mundo, mas isso não quer dizer que você conseguirá explicá-las facilmente. Neste DevLog, o gato batata mais delicioso que já existiu neste planeta, que sou eu, conta um pouco a respeito do processo de ensinar um jogo, seja pessoalmente, seja por manuais e afins.

Lição Aprendida: Cada pessoa tem uma linguagem. E isso sem nem entrar no assunto de idiomas. É necessário estudar esses diversos tipos de linguagens se você pretende produzir um material próprio para qualquer jogador. Afinal, de que adianta ter em mãos um jogo incrível se ninguém consegue aprender a jogá-lo?

Dica do Gato: Quando for testar o manual de seu jogo, entregue-o a um jogador que nunca teve contato com sua obra. Em seguida, peça para que ele conduza completamente a partida e tente (se esforce muito mesmo) não intervir e corrigir aquilo que ele interpretou como regra do jogo. Você irá se surpreender com o resultado e, provavelmente, terá que fazer alguns ajustes no livro de regras.

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Muita coisa mudou desde o início da construção das engrenagens e dos autômatos de Cartas a Vapor, e um grande exemplo disso somos nós mesmos. Aprendemos a melhorar protótipos, filtrar resultados de playtests, conversar com a equipe e passar conceitos para outras áreas do processo de produção, e, um dos truques mais complicados e importantes, fazer com que as pessoas entendam do que se trata nosso jogo.

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Vengeance et Gratitude – DevLog #01

Traduzindo a Vingança

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A noite sombria de uma Páscoa escura traz até você, através de seu humilde tubérculo-servo, o Gato Batata, um primeiro vislumbre sobre um dos projetos da Potato Cat que está em vias de receber a vida. Isto mesmo, senhora ou senhor, eu lhe apresento, neste DevLog, Vengeance et Gratitude, um party game cheio de surpresas e reviravoltas.

Lição Aprendida: A tradução não se resume apenas a textos, mas a outras formas midiáticas e até mesmo aos sentimentos. O artista traduz diariamente aquilo que o homem sente, e o jogo traduz a cada partida aquilo que o homem gostaria de sentir.

Dica do Gato: Devagar e sempre. Mesmo que um projeto tome a maior parte de seu tempo e sua atenção, sempre tenha ideias guardadas na gaveta para trabalhar quando houver uma brecha. No final, o resultado poderá ser surpreendentemente bom.

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Eu ainda era um bebê quando meus pais, Senhor & Senhora Meow, embarcaram numa viagem rumo ao universo gótico e fantástico de Edgar Allan Poe. O que nós tínhamos na época? Algumas ideias de um jogo com temática de cinema thrash americano, um projeto acadêmico de um jogo de tabuleiro que poderia ser utilizado para aprender sobre narrativas e servir para qualquer temática, e alguns trabalhos escolares desenvolvidos razoavelmente. Foi nessa época também que Senhora Meow, depois de muita insistência de seu companheiro, terminou de ler A Lição de Anatomia do Temível Doutor Louison, livro que seria o incentivo principal para a criação do Cartas a Vapor.

Uma época de muitas ideias e poucas realizações. Onde o rumo de tudo estava para mudar.

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Cartas a Vapor – DevLog #05

DéJà Vu

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Hoje, o Gato mais batata que você irá conhecer, que sou eu, conta para você sobre a estranhíssima sensação de DéJà Vu que você sente quando precisa fazer um ajuste em algo. Ou melhor dizendo, eu, o Gato mais batata que você conhece, estarei contando sobre a estranhíssima sensação de DéJà Vu que você sente quando está desenvolvendo um jogo e… Espera… Você entendeu.

Lição Aprendida: Toda opinião é importante, mas nem toda crítica poderá conduzir seu projeto a um desenvolvimento melhor. Ainda, pode parecer que um ajuste irá fazer seu processo de produção retroceder para quase a estaca zero, mas lembre-se que há males que vêm para o bem.

Dica do Gato: Existem jogadores e jogadores. Cada um joga de um jeito, cada um tem sua preferência e cada um dará uma opinião diferente. A ideia é relevar mais as opiniões que pertencem ao seu público alvo, pois nem sempre dá pra agradar totalmente a todo mundo (mas a gente faz um esforcinho).

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Se você acompanhou nossos primeiros DevLogs, deve ter ciência do quão trabalhoso foi chegar até os conceitos básicos do Cartas a Vapor. Mas algo que talvez você não saiba é que, mesmo com a maior parte dos elementos definidos, muitas coisas mudaram. E mudanças, meu caro leitor humano, é algo que te faz querer voltar no tempo quando se está desenvolvendo um jogo.

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Potato Cat – Bastidores #02

Projetos!

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Neste “Bastidores”, o único narrador que é tão gato quanto batata que você irá encontrar, traz até você um pouco sobre a experiência de planejar e produzir diversos projetos ao mesmo tempo.

Lição aprendida: Antes tarde do que nunca, pode ser bem mais interessante você já ter seu projeto bem documentado, transcrito e até mesmo testado antes de mostrá-lo para os demais e cogitar formar uma equipe. Isso pode lhe ajudar a manter o controle sobre mais de uma jornada ao mesmo tempo e também a conquistar um pessoal determinado e interessante para trabalhar com você.
Dica do Gato: Então assim que eu tiver meu projeto documentado e tudo arrumado, é só sair mostrando pra quem eu achar bom e legal? – Muita calma nessa hora. Lembre-se que isso pode ser algo muito arriscado! Trabalhe com confiança, ou trabalhe com contratos.

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Quando a Potato Cat surgiu (e isso quer dizer: quando eu nasci), éramos um grupo universitário de quatro alunos num curso de Jogos Digitais, numa faculdade de tecnologia, mais especificamente na Fatec de São Caetano do Sul. Aquele típico grupo que faz todos os trabalhos juntos, que tem ótimas ideias e faz tudo em harmonia.

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Cartas a Vapor – DevLog #04

As Vantagens de Edward Mãos-de-Tesoura

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Antes de mais nada, eu, o Gato Batata, gostaria de dizer duas coisas. A primeira é que uau! que belo texto esse de nosso caro amigo Enéias, não? Muito obrigado! E a segunda é que uau! nossa página no facebook atingiu a marca de 100 curtidas nessa semana! Muito obrigado MESMO a todos que nos apoiaram até o momento! A todos os feedbacks, likes e playtests. Isso faz dessa batata aqui o gato mais feliz que poderia existir, podem ter certeza.

Para comemorar essas maravilhosas curtidas, gostaríamos de compartilhar com vocês uma arte inédita de nosso jogo, criada pelo habilidoso Bruno Accioly, nosso exímio ilustrador e membro importantíssimo do Conselho Steampunk. Confiram mais abaixo no DevLog!

E falando nele, hoje nosso DevLog será sobre protótipos! O que é isso? Como fazer? Para que serve? Com a ajuda de Sr. e Sra. Meow, vou responder essas perguntas e mostrar para vocês como é possível jogar um jogo antes de terminá-lo.

Lição Aprendida: Se possível, imprima / faça seus protótipos em papéis que não sejam transparentes. Ou então você provavelmente terá que recortar um papel extra somente para acabar com essa transparência, e aí, como dizem, o barato pode sair caro.

Dica do Gato: Não tenha preguiça de imprimir novos ajustes em seu protótipo. Alguns ajustes feitos a lápis ou caneta podem até funcionar, mas sempre que seu projeto for crescendo, tomando vida e ficando com elementos mais definitivos, faça protótipos novos. Isso aproxima o jogador do provável resultado final, o que gera testes mais precisos e, é claro, divertidos.

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Não sei se vocês sabem, mas a prototipação é uma etapa essencial no desenvolvimento de qualquer jogo, seja ele digital ou analógico, grande ou pequeno, complexo ou simples. É nos protótipos que conseguimos enfim visualizar como o jogo funciona, porque, até então, tudo é “jogado” em nossa mente.

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Cartas a Vapor – DevLog #02

Simples, Não Simplório

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Neste DevLog, seu querido amigo felino-tubérculo, eu, o Gato Batata, continua a narrar os desafios e soluções do processo inicial de desenvolvimento do Cartas a Vapor.

Lição aprendida: Até as coisas simples podem dar muito trabalho, e as coisas trabalhosas podem ficar bem simples. Afinal, o simples está longe de significar o mesmo que simplório. Nem tudo que é complexo é bom, e nem tudo que é simples é ruim. O inverso também se aplica.
Dica do Gato: É preciso se inspirar, nenhuma criação surge de repente. Sabe aquela história de “Nada se cria, tudo se copia”? Pois é, isso vale, e muito, para os jogos também. Mas ainda que você esteja partindo de algo que já existe, você deve tentar ao máximo tornar essa ideia ainda melhor.

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“E agora?”, diziam Senhor e Senhora Meow, meus pais, quase em uníssono. Criar uma nova ideia de jogo poderia até ser fácil, mas com tantos requisitos e tantos elementos? As palavras de Enéias realmente nos deixaram pensativos.

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Cartas a Vapor – DevLog #01

O Primeiro Contato

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Neste DevLog, vosso Humilde Narrador, o Gato Batata, conta como foi sua primeira experiência ao tentar criar um jogo para a Brasiliana Steampunk e como se deu este primeiro contato.

Lição aprendida: Ideias nunca são demais. Se você achou algo muito bom e quer produzir sobre ele, não se restrinja a apenas uma.
Dica do Gato: Já pensou algo do tipo “Até parece que eles vão ligar para a minha ideia”? Pois pode parar de pensar. Você não tem nada a perder, e talvez tenha algo muito grande a ganhar.
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“Eu costumo começar muitos livros, mas são poucos os que eu consigo terminar”, dizia Senhor Meow, meu pai e criador. A verdade é que, quando li A Lição de Anatomia do Temível Doutor Louison, percebi que ele é mesmo um livro à parte.

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