Cartas a Vapor – DevLog #08

As Ferramentas

—–

Depois de falarmos sobre o baralho comum no Cartas a Vapor, o Vosso Humilde Narrador, o Gato Batata, decidiu que era tempo de apresentar as Ferramentas, com direito a algumas prévias tão deliciosas quanto batatas quentinhas (ou quase).

E se você perdeu alguma coisa ou deseja rever algo nos DevLogs de Cartas a Vapor, clica aqui e dá uma olhadinha em nosso resumo.

—–

Cartas de poder e alteração do rumo da partida, que adicionam funções novas aquilo que já estava programado para ser. Essas são as Ferramentas, chamadas em outros jogos também de Ações / Cartas Especiais, Tesouros, Relíquias, Equipamentos, e por aí vai.

Continuar lendo Cartas a Vapor – DevLog #08

Cartas a Vapor – DevLog #07

O Baralho

—–

Chegou a hora de compartilharmos algumas prévias das cartas oficiais do Cartas a Vapor! E, com a deliciosa narrativa do igualmente delicioso Gato Batata, que sou eu, vamos conversar também a respeito da ambientação por trás dessas “peças chaves” de nosso jogo.

—–

Um monte de pedaços de papel ou, em alguns casos, plástico que, dependendo das regras que são impostas à sua utilização, são responsáveis por horas de diversão há diversos séculos. Alguns dizem que o baralho surgiu na China Imperial, século IX, outros que tem sua origem árabe, mas, de uma forma ou de outra, o que sabemos é que diversas gerações têm aceitado essa forma de entretenimento de braços abertos.

Continuar lendo Cartas a Vapor – DevLog #07

Cartas a Vapor – DevLog #06

A Arte de Ensinar

—–

Existem muitas coisas simples nesse mundo, mas isso não quer dizer que você conseguirá explicá-las facilmente. Neste DevLog, o gato batata mais delicioso que já existiu neste planeta, que sou eu, conta um pouco a respeito do processo de ensinar um jogo, seja pessoalmente, seja por manuais e afins.

Lição Aprendida: Cada pessoa tem uma linguagem. E isso sem nem entrar no assunto de idiomas. É necessário estudar esses diversos tipos de linguagens se você pretende produzir um material próprio para qualquer jogador. Afinal, de que adianta ter em mãos um jogo incrível se ninguém consegue aprender a jogá-lo?

Dica do Gato: Quando for testar o manual de seu jogo, entregue-o a um jogador que nunca teve contato com sua obra. Em seguida, peça para que ele conduza completamente a partida e tente (se esforce muito mesmo) não intervir e corrigir aquilo que ele interpretou como regra do jogo. Você irá se surpreender com o resultado e, provavelmente, terá que fazer alguns ajustes no livro de regras.

—–

Muita coisa mudou desde o início da construção das engrenagens e dos autômatos de Cartas a Vapor, e um grande exemplo disso somos nós mesmos. Aprendemos a melhorar protótipos, filtrar resultados de playtests, conversar com a equipe e passar conceitos para outras áreas do processo de produção, e, um dos truques mais complicados e importantes, fazer com que as pessoas entendam do que se trata nosso jogo.

Continuar lendo Cartas a Vapor – DevLog #06

Cartas a Vapor – DevLog #05

DéJà Vu

—–

Hoje, o Gato mais batata que você irá conhecer, que sou eu, conta para você sobre a estranhíssima sensação de DéJà Vu que você sente quando precisa fazer um ajuste em algo. Ou melhor dizendo, eu, o Gato mais batata que você conhece, estarei contando sobre a estranhíssima sensação de DéJà Vu que você sente quando está desenvolvendo um jogo e… Espera… Você entendeu.

Lição Aprendida: Toda opinião é importante, mas nem toda crítica poderá conduzir seu projeto a um desenvolvimento melhor. Ainda, pode parecer que um ajuste irá fazer seu processo de produção retroceder para quase a estaca zero, mas lembre-se que há males que vêm para o bem.

Dica do Gato: Existem jogadores e jogadores. Cada um joga de um jeito, cada um tem sua preferência e cada um dará uma opinião diferente. A ideia é relevar mais as opiniões que pertencem ao seu público alvo, pois nem sempre dá pra agradar totalmente a todo mundo (mas a gente faz um esforcinho).

—–

Se você acompanhou nossos primeiros DevLogs, deve ter ciência do quão trabalhoso foi chegar até os conceitos básicos do Cartas a Vapor. Mas algo que talvez você não saiba é que, mesmo com a maior parte dos elementos definidos, muitas coisas mudaram. E mudanças, meu caro leitor humano, é algo que te faz querer voltar no tempo quando se está desenvolvendo um jogo.

Continuar lendo Cartas a Vapor – DevLog #05

Cartas a Vapor – DevLog #04

As Vantagens de Edward Mãos-de-Tesoura

—–

Antes de mais nada, eu, o Gato Batata, gostaria de dizer duas coisas. A primeira é que uau! que belo texto esse de nosso caro amigo Enéias, não? Muito obrigado! E a segunda é que uau! nossa página no facebook atingiu a marca de 100 curtidas nessa semana! Muito obrigado MESMO a todos que nos apoiaram até o momento! A todos os feedbacks, likes e playtests. Isso faz dessa batata aqui o gato mais feliz que poderia existir, podem ter certeza.

Para comemorar essas maravilhosas curtidas, gostaríamos de compartilhar com vocês uma arte inédita de nosso jogo, criada pelo habilidoso Bruno Accioly, nosso exímio ilustrador e membro importantíssimo do Conselho Steampunk. Confiram mais abaixo no DevLog!

E falando nele, hoje nosso DevLog será sobre protótipos! O que é isso? Como fazer? Para que serve? Com a ajuda de Sr. e Sra. Meow, vou responder essas perguntas e mostrar para vocês como é possível jogar um jogo antes de terminá-lo.

Lição Aprendida: Se possível, imprima / faça seus protótipos em papéis que não sejam transparentes. Ou então você provavelmente terá que recortar um papel extra somente para acabar com essa transparência, e aí, como dizem, o barato pode sair caro.

Dica do Gato: Não tenha preguiça de imprimir novos ajustes em seu protótipo. Alguns ajustes feitos a lápis ou caneta podem até funcionar, mas sempre que seu projeto for crescendo, tomando vida e ficando com elementos mais definitivos, faça protótipos novos. Isso aproxima o jogador do provável resultado final, o que gera testes mais precisos e, é claro, divertidos.

—–

Não sei se vocês sabem, mas a prototipação é uma etapa essencial no desenvolvimento de qualquer jogo, seja ele digital ou analógico, grande ou pequeno, complexo ou simples. É nos protótipos que conseguimos enfim visualizar como o jogo funciona, porque, até então, tudo é “jogado” em nossa mente.

Continuar lendo Cartas a Vapor – DevLog #04

Cartas a Vapor – DevLog #03

Bem Vindo ao Mundo dos Jogos

—–

Neste DevLog, seu querido Gato Batata… Ah, não… Espera um pouquinho… Não fui eu quem escreveu esse! Na verdade, é autoria de nosso (também querido) amigo, Enéias Tavares, autor de A Lição de Anatomia do Temível Doutor Louison, e parceiro essencial para a criação do Cartas a Vapor. Mais abaixo ele nos dá umas palavrinhas a respeito de suas primeiras experiências com o mundo dos jogos e, mais precisamente, com o início de nossa deliciosa parceria.

Lição aprendida: Amigos, amigos. Negócios à parte. Mas, às vezes, são os negócios que nos trazem grandes amigos, aventuras e novos horizontes.
Dica do Gato: Você ainda não leu o primeiro livro da série do Brasiliana Steampunk? Então o que está esperando? Você pode encomendá-lo (junto com outras coisinhas muito interessantes) na loja EPIC.

—–

Jogos são diversões coletivas, que aproximam amigos, fortalecem afetos e, por que não?, despertam paixões e talvez amores por toda a vida. Jogos são igualmente desafiadores e encantadores. Eles te fazem abraçar o esforço e pensar muito sobre como resolver problemas, chegar ao final da missão, vencer seus inimigos ou simplesmente completar as sequências de números ou naipes. Dependendo das regras, do cenário ou da caracterização, certos jogos te fazem abandonar um mundo rotineiro e entediante para adentrar em calabouços com dragões, em mansões com suspeitos e detetives ou no campo de batalha dos investimentos imobiliários, nos quais se pode ganhar ou perder tudo, literalmente.

Continuar lendo Cartas a Vapor – DevLog #03

Cartas a Vapor – DevLog #02

Simples, Não Simplório

—–

Neste DevLog, seu querido amigo felino-tubérculo, eu, o Gato Batata, continua a narrar os desafios e soluções do processo inicial de desenvolvimento do Cartas a Vapor.

Lição aprendida: Até as coisas simples podem dar muito trabalho, e as coisas trabalhosas podem ficar bem simples. Afinal, o simples está longe de significar o mesmo que simplório. Nem tudo que é complexo é bom, e nem tudo que é simples é ruim. O inverso também se aplica.
Dica do Gato: É preciso se inspirar, nenhuma criação surge de repente. Sabe aquela história de “Nada se cria, tudo se copia”? Pois é, isso vale, e muito, para os jogos também. Mas ainda que você esteja partindo de algo que já existe, você deve tentar ao máximo tornar essa ideia ainda melhor.

—–

“E agora?”, diziam Senhor e Senhora Meow, meus pais, quase em uníssono. Criar uma nova ideia de jogo poderia até ser fácil, mas com tantos requisitos e tantos elementos? As palavras de Enéias realmente nos deixaram pensativos.

Continuar lendo Cartas a Vapor – DevLog #02