Cartas a Vapor – DevLog #10

Os Cenários

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Seja muito bem-vindo(a) a Porto Alegre dos Amantes! Ah, espera, você já esteve por aqui pelo que parece. Conhece nossas engrenagens (baralho), nosso construtor (ferramentas) e até mesmo ouviu falar dos eventos sinistros que estão acontecendo por aqui (missões)… Como assim você não sabe como é a vista da Ilha dos Desencantos? Você não chegou de aerostato no Aerocampo Salgado Neto? Deve ter alguma coisa errada! Vamos mostrar para você algumas imagens para ver se elas refrescam sua memória! E quem vai lhe mostrar isso? Ora essas, eu! O guia mais batatoso dessas bandas, o Gato Batata! Vem comigo!

E se você perdeu alguma coisa ou deseja rever algo nos DevLogs de Cartas a Vapor, clica aqui e dá uma olhadinha em nosso resumo.

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Débito ou Crédito? Carne ou Salada? Bater ou Correr? Gatos ou Batatas? Ser ou não ser? Existem muitas questões aparentemente simples, porém cruelmente complexas quando pensamos nas escolhas e renúncias que devemos fazer para seguir um caminho. Esses dilemas geralmente estão presentes em jogos mais estratégicos, mas nem sempre são bem vindos.

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Cartas a Vapor – DevLog #09

As Missões

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Cartas a Vapor é um jogo com baralho semelhante aos baralhos clássicos, porém com ferramentas fantásticas que dão um quê a mais à jogabilidade. Além disso, existem também as Missões. Quer entender um pouco mais e ainda por cima ver uma prévia inédita? Então este DevLog é para você.

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Uma das características mais fascinantes dos jogos são sua capacidade de contar histórias de formas diversas. Alguns fazem isso de uma forma que requer uma abstração maior do jogador, enquanto outros colocam a narrativa de forma bem explícita. De uma forma ou de outra, todo jogo pode contar uma história, mesmo jogos clássicos sem enredo explícito, como Gamão, Damas ou até mesmo jogos de Baralho. Nesses casos, fica a cargo do jogador dar um significado ou não ao que está acontecendo.

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Cartas a Vapor – DevLog #08

As Ferramentas

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Depois de falarmos sobre o baralho comum no Cartas a Vapor, o Vosso Humilde Narrador, o Gato Batata, decidiu que era tempo de apresentar as Ferramentas, com direito a algumas prévias tão deliciosas quanto batatas quentinhas (ou quase).

E se você perdeu alguma coisa ou deseja rever algo nos DevLogs de Cartas a Vapor, clica aqui e dá uma olhadinha em nosso resumo.

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Cartas de poder e alteração do rumo da partida, que adicionam funções novas aquilo que já estava programado para ser. Essas são as Ferramentas, chamadas em outros jogos também de Ações / Cartas Especiais, Tesouros, Relíquias, Equipamentos, e por aí vai.

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Cartas a Vapor – DevLog #07

O Baralho

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Chegou a hora de compartilharmos algumas prévias das cartas oficiais do Cartas a Vapor! E, com a deliciosa narrativa do igualmente delicioso Gato Batata, que sou eu, vamos conversar também a respeito da ambientação por trás dessas “peças chaves” de nosso jogo.

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Um monte de pedaços de papel ou, em alguns casos, plástico que, dependendo das regras que são impostas à sua utilização, são responsáveis por horas de diversão há diversos séculos. Alguns dizem que o baralho surgiu na China Imperial, século IX, outros que tem sua origem árabe, mas, de uma forma ou de outra, o que sabemos é que diversas gerações têm aceitado essa forma de entretenimento de braços abertos.

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Potato Cat – Bastidores #03

Analógico vs. Digital!

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Neste “Bastidores”, o simpático e humilde Gato Batata, que sou eu, traz até a você um pouco do debate sobre a escolha de plataforma para se produzir um jogo.

Lição aprendida: Toda ideia de jogo pode ser adaptada para PCs ou para mesas, mas será que todos da sua equipe são bons produzindo para as duas plataformas? Vale muito a pena atentar-se às habilidades de seus companheiros desenvolvedores na hora de bater o martelo a respeito disso.

Dica do Gato: Tome cuidado para não desvalorizar a sua ideia. Ela pode ser realmente boa, mas dependendo da forma que for aplicada, pode acabar se transformando em algo muito diferente daquilo que ela “nasceu para ser”. Mas lembre-se: o problema não é a mudança, mas sim a perda da essência que de fato deveria ser transmitida com a ideia.

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Desenvolver um jogo é algo tão desafiante quanto recompensante. Existem muitos elementos com os quais os game designers têm que se preocupar para fazer algo divertido e uma das análises mais interessantes cai sobre a plataforma do jogo.

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Cartas a Vapor – DevLog #06

A Arte de Ensinar

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Existem muitas coisas simples nesse mundo, mas isso não quer dizer que você conseguirá explicá-las facilmente. Neste DevLog, o gato batata mais delicioso que já existiu neste planeta, que sou eu, conta um pouco a respeito do processo de ensinar um jogo, seja pessoalmente, seja por manuais e afins.

Lição Aprendida: Cada pessoa tem uma linguagem. E isso sem nem entrar no assunto de idiomas. É necessário estudar esses diversos tipos de linguagens se você pretende produzir um material próprio para qualquer jogador. Afinal, de que adianta ter em mãos um jogo incrível se ninguém consegue aprender a jogá-lo?

Dica do Gato: Quando for testar o manual de seu jogo, entregue-o a um jogador que nunca teve contato com sua obra. Em seguida, peça para que ele conduza completamente a partida e tente (se esforce muito mesmo) não intervir e corrigir aquilo que ele interpretou como regra do jogo. Você irá se surpreender com o resultado e, provavelmente, terá que fazer alguns ajustes no livro de regras.

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Muita coisa mudou desde o início da construção das engrenagens e dos autômatos de Cartas a Vapor, e um grande exemplo disso somos nós mesmos. Aprendemos a melhorar protótipos, filtrar resultados de playtests, conversar com a equipe e passar conceitos para outras áreas do processo de produção, e, um dos truques mais complicados e importantes, fazer com que as pessoas entendam do que se trata nosso jogo.

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Vengeance et Gratitude – DevLog #01

Traduzindo a Vingança

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A noite sombria de uma Páscoa escura traz até você, através de seu humilde tubérculo-servo, o Gato Batata, um primeiro vislumbre sobre um dos projetos da Potato Cat que está em vias de receber a vida. Isto mesmo, senhora ou senhor, eu lhe apresento, neste DevLog, Vengeance et Gratitude, um party game cheio de surpresas e reviravoltas.

Lição Aprendida: A tradução não se resume apenas a textos, mas a outras formas midiáticas e até mesmo aos sentimentos. O artista traduz diariamente aquilo que o homem sente, e o jogo traduz a cada partida aquilo que o homem gostaria de sentir.

Dica do Gato: Devagar e sempre. Mesmo que um projeto tome a maior parte de seu tempo e sua atenção, sempre tenha ideias guardadas na gaveta para trabalhar quando houver uma brecha. No final, o resultado poderá ser surpreendentemente bom.

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Eu ainda era um bebê quando meus pais, Senhor & Senhora Meow, embarcaram numa viagem rumo ao universo gótico e fantástico de Edgar Allan Poe. O que nós tínhamos na época? Algumas ideias de um jogo com temática de cinema thrash americano, um projeto acadêmico de um jogo de tabuleiro que poderia ser utilizado para aprender sobre narrativas e servir para qualquer temática, e alguns trabalhos escolares desenvolvidos razoavelmente. Foi nessa época também que Senhora Meow, depois de muita insistência de seu companheiro, terminou de ler A Lição de Anatomia do Temível Doutor Louison, livro que seria o incentivo principal para a criação do Cartas a Vapor.

Uma época de muitas ideias e poucas realizações. Onde o rumo de tudo estava para mudar.

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