Cartas a Vapor – DevLog #06

A Arte de Ensinar

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Existem muitas coisas simples nesse mundo, mas isso não quer dizer que você conseguirá explicá-las facilmente. Neste DevLog, o gato batata mais delicioso que já existiu neste planeta, que sou eu, conta um pouco a respeito do processo de ensinar um jogo, seja pessoalmente, seja por manuais e afins.

Lição Aprendida: Cada pessoa tem uma linguagem. E isso sem nem entrar no assunto de idiomas. É necessário estudar esses diversos tipos de linguagens se você pretende produzir um material próprio para qualquer jogador. Afinal, de que adianta ter em mãos um jogo incrível se ninguém consegue aprender a jogá-lo?

Dica do Gato: Quando for testar o manual de seu jogo, entregue-o a um jogador que nunca teve contato com sua obra. Em seguida, peça para que ele conduza completamente a partida e tente (se esforce muito mesmo) não intervir e corrigir aquilo que ele interpretou como regra do jogo. Você irá se surpreender com o resultado e, provavelmente, terá que fazer alguns ajustes no livro de regras.

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Muita coisa mudou desde o início da construção das engrenagens e dos autômatos de Cartas a Vapor, e um grande exemplo disso somos nós mesmos. Aprendemos a melhorar protótipos, filtrar resultados de playtests, conversar com a equipe e passar conceitos para outras áreas do processo de produção, e, um dos truques mais complicados e importantes, fazer com que as pessoas entendam do que se trata nosso jogo.

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Vengeance et Gratitude – DevLog #01

Traduzindo a Vingança

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A noite sombria de uma Páscoa escura traz até você, através de seu humilde tubérculo-servo, o Gato Batata, um primeiro vislumbre sobre um dos projetos da Potato Cat que está em vias de receber a vida. Isto mesmo, senhora ou senhor, eu lhe apresento, neste DevLog, Vengeance et Gratitude, um party game cheio de surpresas e reviravoltas.

Lição Aprendida: A tradução não se resume apenas a textos, mas a outras formas midiáticas e até mesmo aos sentimentos. O artista traduz diariamente aquilo que o homem sente, e o jogo traduz a cada partida aquilo que o homem gostaria de sentir.

Dica do Gato: Devagar e sempre. Mesmo que um projeto tome a maior parte de seu tempo e sua atenção, sempre tenha ideias guardadas na gaveta para trabalhar quando houver uma brecha. No final, o resultado poderá ser surpreendentemente bom.

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Eu ainda era um bebê quando meus pais, Senhor & Senhora Meow, embarcaram numa viagem rumo ao universo gótico e fantástico de Edgar Allan Poe. O que nós tínhamos na época? Algumas ideias de um jogo com temática de cinema thrash americano, um projeto acadêmico de um jogo de tabuleiro que poderia ser utilizado para aprender sobre narrativas e servir para qualquer temática, e alguns trabalhos escolares desenvolvidos razoavelmente. Foi nessa época também que Senhora Meow, depois de muita insistência de seu companheiro, terminou de ler A Lição de Anatomia do Temível Doutor Louison, livro que seria o incentivo principal para a criação do Cartas a Vapor.

Uma época de muitas ideias e poucas realizações. Onde o rumo de tudo estava para mudar.

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Cartas a Vapor – DevLog #05

DéJà Vu

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Hoje, o Gato mais batata que você irá conhecer, que sou eu, conta para você sobre a estranhíssima sensação de DéJà Vu que você sente quando precisa fazer um ajuste em algo. Ou melhor dizendo, eu, o Gato mais batata que você conhece, estarei contando sobre a estranhíssima sensação de DéJà Vu que você sente quando está desenvolvendo um jogo e… Espera… Você entendeu.

Lição Aprendida: Toda opinião é importante, mas nem toda crítica poderá conduzir seu projeto a um desenvolvimento melhor. Ainda, pode parecer que um ajuste irá fazer seu processo de produção retroceder para quase a estaca zero, mas lembre-se que há males que vêm para o bem.

Dica do Gato: Existem jogadores e jogadores. Cada um joga de um jeito, cada um tem sua preferência e cada um dará uma opinião diferente. A ideia é relevar mais as opiniões que pertencem ao seu público alvo, pois nem sempre dá pra agradar totalmente a todo mundo (mas a gente faz um esforcinho).

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Se você acompanhou nossos primeiros DevLogs, deve ter ciência do quão trabalhoso foi chegar até os conceitos básicos do Cartas a Vapor. Mas algo que talvez você não saiba é que, mesmo com a maior parte dos elementos definidos, muitas coisas mudaram. E mudanças, meu caro leitor humano, é algo que te faz querer voltar no tempo quando se está desenvolvendo um jogo.

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Potato Cat – Bastidores #02

Projetos!

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Neste “Bastidores”, o único narrador que é tão gato quanto batata que você irá encontrar, traz até você um pouco sobre a experiência de planejar e produzir diversos projetos ao mesmo tempo.

Lição aprendida: Antes tarde do que nunca, pode ser bem mais interessante você já ter seu projeto bem documentado, transcrito e até mesmo testado antes de mostrá-lo para os demais e cogitar formar uma equipe. Isso pode lhe ajudar a manter o controle sobre mais de uma jornada ao mesmo tempo e também a conquistar um pessoal determinado e interessante para trabalhar com você.
Dica do Gato: Então assim que eu tiver meu projeto documentado e tudo arrumado, é só sair mostrando pra quem eu achar bom e legal? – Muita calma nessa hora. Lembre-se que isso pode ser algo muito arriscado! Trabalhe com confiança, ou trabalhe com contratos.

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Quando a Potato Cat surgiu (e isso quer dizer: quando eu nasci), éramos um grupo universitário de quatro alunos num curso de Jogos Digitais, numa faculdade de tecnologia, mais especificamente na Fatec de São Caetano do Sul. Aquele típico grupo que faz todos os trabalhos juntos, que tem ótimas ideias e faz tudo em harmonia.

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Cartas a Vapor – DevLog #04

As Vantagens de Edward Mãos-de-Tesoura

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Antes de mais nada, eu, o Gato Batata, gostaria de dizer duas coisas. A primeira é que uau! que belo texto esse de nosso caro amigo Enéias, não? Muito obrigado! E a segunda é que uau! nossa página no facebook atingiu a marca de 100 curtidas nessa semana! Muito obrigado MESMO a todos que nos apoiaram até o momento! A todos os feedbacks, likes e playtests. Isso faz dessa batata aqui o gato mais feliz que poderia existir, podem ter certeza.

Para comemorar essas maravilhosas curtidas, gostaríamos de compartilhar com vocês uma arte inédita de nosso jogo, criada pelo habilidoso Bruno Accioly, nosso exímio ilustrador e membro importantíssimo do Conselho Steampunk. Confiram mais abaixo no DevLog!

E falando nele, hoje nosso DevLog será sobre protótipos! O que é isso? Como fazer? Para que serve? Com a ajuda de Sr. e Sra. Meow, vou responder essas perguntas e mostrar para vocês como é possível jogar um jogo antes de terminá-lo.

Lição Aprendida: Se possível, imprima / faça seus protótipos em papéis que não sejam transparentes. Ou então você provavelmente terá que recortar um papel extra somente para acabar com essa transparência, e aí, como dizem, o barato pode sair caro.

Dica do Gato: Não tenha preguiça de imprimir novos ajustes em seu protótipo. Alguns ajustes feitos a lápis ou caneta podem até funcionar, mas sempre que seu projeto for crescendo, tomando vida e ficando com elementos mais definitivos, faça protótipos novos. Isso aproxima o jogador do provável resultado final, o que gera testes mais precisos e, é claro, divertidos.

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Não sei se vocês sabem, mas a prototipação é uma etapa essencial no desenvolvimento de qualquer jogo, seja ele digital ou analógico, grande ou pequeno, complexo ou simples. É nos protótipos que conseguimos enfim visualizar como o jogo funciona, porque, até então, tudo é “jogado” em nossa mente.

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Cartas a Vapor – DevLog #03

Bem Vindo ao Mundo dos Jogos

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Neste DevLog, seu querido Gato Batata… Ah, não… Espera um pouquinho… Não fui eu quem escreveu esse! Na verdade, é autoria de nosso (também querido) amigo, Enéias Tavares, autor de A Lição de Anatomia do Temível Doutor Louison, e parceiro essencial para a criação do Cartas a Vapor. Mais abaixo ele nos dá umas palavrinhas a respeito de suas primeiras experiências com o mundo dos jogos e, mais precisamente, com o início de nossa deliciosa parceria.

Lição aprendida: Amigos, amigos. Negócios à parte. Mas, às vezes, são os negócios que nos trazem grandes amigos, aventuras e novos horizontes.
Dica do Gato: Você ainda não leu o primeiro livro da série do Brasiliana Steampunk? Então o que está esperando? Você pode encomendá-lo (junto com outras coisinhas muito interessantes) na loja EPIC.

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Jogos são diversões coletivas, que aproximam amigos, fortalecem afetos e, por que não?, despertam paixões e talvez amores por toda a vida. Jogos são igualmente desafiadores e encantadores. Eles te fazem abraçar o esforço e pensar muito sobre como resolver problemas, chegar ao final da missão, vencer seus inimigos ou simplesmente completar as sequências de números ou naipes. Dependendo das regras, do cenário ou da caracterização, certos jogos te fazem abandonar um mundo rotineiro e entediante para adentrar em calabouços com dragões, em mansões com suspeitos e detetives ou no campo de batalha dos investimentos imobiliários, nos quais se pode ganhar ou perder tudo, literalmente.

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Potato Cat – Bastidores #01

Eventos!

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Neste “Bastidores”, o Gato Batata, que sou eu, conta um pouco sobre a cansativa jornada do Game Designer e sua busca pelo evento ideal para levar suas ideias e seus jogos.

Lição aprendida: Existe evento para tudo! Não é só porque você não conseguiu realizar suas expectativas que um evento não é bom ou de valiosa importância para a área. Faça sempre uma boa pesquisa a respeito de edições anteriores e vá preparado para abrir sua mente e entender a experiência como um todo.
Dica do Gato: Tudo pronto para o evento? Então isso quer dizer que você pegou uma garrafinha com água, né? Porque se você pretende conversar com alguém, ou várias pessoas, meu amigo, é melhor você levar água. Na volta você provavelmente vai estar morrendo de sede e provavelmente vai se arrepender de não ter levado uma (ou duas) garrafinha(s) com você.

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Há muito tempo atrás (ou talvez nem faça tanto tempo assim), antes mesmo de Gatos e Batatas estarem tão diretamente associados, isto é, antes de meus pais me conceberem, Senhor Meow já tentava trilhar o caminho comercial e social do desenvolvimento de jogos. Ia para eventos de jogos digitais independentes, para grandes eventos expositivos de jogos, palestras, cursos, encontros de jogos, encontros de investimentos, e muitos outros.

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