TOPCAT #02 – 3 Jogos que eu comprei pelo tema

Quem nunca comprou um livro pela capa que atire a primeira batata.
Quem nunca comprou um jogo pelo tema que atire, então, o primeiro meeple.
Afinal, você nunca fez isso?

Aqui, isso já aconteceu mais de uma vez. E não há problema nenhum quando você compra um jogo pelo tema e acaba descobrindo que ele também tem uma mecânica boa, não é? Aliás, o tema é, pelo menos pra mim, uma coisa muito importante em um jogo. Ele é o que traz imersão, o que dita todo o visual, todo o roteiro do jogo. Ainda que o jogo seja “abstrato”, a temática quase sempre vai estar lá, e nada mais justo do que ela ser um motivo pra gente querer e gostar daquele jogo.

É por isso que hoje o Gato Batata, euzinho aqui, volta para mais um Top Cat. E dessa vez, decidimos falar um pouco sobre a temática nos jogos!

Como da última vez, Senhor e Senhora Meow vão listar alguns jogos de forma intercalada, apontando o que os faz entrar nessa lista. Basicamente, os jogos serão analisados pela temática, independentes de mecânica, componentes e visual. Claro, isso pode contar muito para nossa decisão final de compra, mas esses detalhes serão explicados no decorrer da conversa.

Ficou curioso? Então vamos lá!

3. Dead of Winter (Sr. Meow)

dead_of_winter.jpg

Apesar da hype, apesar das modinhas, apesar dos pesares todos, eu gosto de zumbis. Quando era pequeno, tinha um trauma nada secreto dessa possibilidade de apocalipse sinistro onde as pessoas mais queridas à minha volta tornariam-se criaturas comedoras de… De basicamente tudo que é orgânico! Era horrível, para mim, pensar nesse cenário, mas, por algum motivo, eu ainda era apaixonado pelos clássicos da série Resident Evil, que joguei muito no meu bom e amado Playstation.

Eu cresci e aparentemente essa ideia cresceu comigo. Não vejo nada de mais, hoje em dia, nos zumbis em si. Ah, grande coisa, um bicho sem controle que só quer saber de comer os outros e infectar todo mundo com o seu jeito de ser (vai me dizer que você não conhece muita gente que é assim?!) Porém, a temática para mim vai MUITO além dos vírus por trás do fim da humanidade como a conhecemos. Zumbis mexem com a nossa mente, com a nossa forma de se comportar, com nossa visão sobre os outros. Com o tempo, num apocalipse zumbi, os zumbis são a menor das ameaças! O grande problema se torna conviver com os outros sobreviventes… Quer dizer, o quão louco é isso?

Foi aí que Dead of Winter me ganhou. Depois de jogar, pode ser que eu não tenha achado o jogo a coisa mais genial do mundo, mas os dilemas e a ideia de um traidor (que pode até não existir!) são muito incríveis. Em determinados momentos do jogo, os zumbis estão totalmente controlados, mas a comida começa a faltar, e a suspeita de seus colegas começa a crescer. Isso me conquista muito mais do que, por exemplo, um Zumbicide.

3. Anime Saga (Sra. Meow)

anime_saga_mesa.jpg

Desde criança, sempre gostei muito de animes (algo que deve ser comum pra muita gente!). Apesar de não conhecer tanto desse universo hoje em dia e de não carregar uma paixão imensurável pelas histórias japonesas, certamente Anime Saga me chamou muito a atenção por tratar desse tema, bastante original para os boardgames aqui no Brasil e acredito que em todo o restante do mundo.

Anime Saga conta a história de um grupo de “heróis” em uma saga (dãã) contra monstros, desafios e um Senhor das Trevas – o famoso antagonista. E o legal disso tudo é que o jogo parece ser bem fiel à temática quando, mecanicamente falando, ele diz que os jogadores estão lutando lado a lado, enfrentando tudo juntos, mas batalhando pelo protagonismo individual. Afinal, em todo anime existe aquele seu personagem favorito, que se destaca bem mais que os outros, não é?!

O jogo foi lançado em 2017 após um financiamento coletivo super rápido e uma produção ainda mais rápida. Eu apoiei o projeto e garanti minha cópia. Infelizmente, acabei não jogando tanto o jogo até agora, mas já deu pra perceber que ele é bem diferente dos jogos que costumamos ver por aí e por isso ele merece minha 3ª posição nesse TopCat.

2. Steampunk Rally (Sr. Meow)

steampunk rally.png

Se você me conhece um pouquinho, sabe que eu gosto de steampunk. Demorou muito para que eu entendesse o que é esse universo, o que eram esses conceitos, e então demorou também para que eu começasse a consumir produtos desse gênero. Bem, hoje as coisas são diferentes. Depois de nos envolvermos com muita gente bacana do Conselho Steampunk na produção do Cartas a Vapor, descobrimos MUITA coisa legal, e opções é o que não falta. Por isso, se Steampunk Rally fosse tentar me conquistar só pelo “steampunk”, sinto muito, mas não iria rolar.

Acontece que ele tem outros apelos muito fortes, ainda em questão de tema, que me afetam. Estamos falando aqui de uma espécie de corrida maluca (que, durante minha infância, ora eu achava tosquinha, e ora eu achava incrível) onde os corredores são simplesmente alguns dos maiores inventores da história da humanidade(!!). Eu tenho uma paixão sinistra e forte por conteúdo artístico que está atrelado à ciência de alguma forma. Acho que os dois, juntos, trazem sempre um resultado enriquecedor, e o adicional de estarmos falando da história da humanidade aqui só me faz querer ainda mais essa belezura.

Penso no Cartas a Vapor, aliás, como um produto de estratégia temática bem similar a esse jogo. Ambos retratam personagens históricos importantes dentro de um determinado contexto, em um universo retrofuturista movido a vapor. Não sei vocês, mas eu acho isso bem legal.

2. Rock’n Roll Manager (Sra. Meow)

rnr_manager.jpg

Conheci o RRM no 1º Board Terapia, logo quando o jogo saiu no mercado, em setembro de 2016. Eu não sabia absolutamente nada a respeito, mas fiz questão de jogá-lo justamente pela temática, vez que eu adoro o rock e suas vertentes.

Rock and Roll Manager é um jogo euro nacional muito elogiado por ter uma mecânica bem colada ao tema, o que é raro em jogos desse estilo. Admito que com um pouquinho de esforço seria possível colocar outro tema no jogo, mas isso não tira nem um pouco o brilho dos pequenos detalhes pensados para deixá-lo realmente bem temático e cativante.

Comprar instrumentos, ensaiar com a banda, lançar discos, fazer shows, festivais e ações na mídia. Ficar mais talentoso, rico e famoso. Tudo muito fiel ao cenário do rock and roll.

Outro ponto bem positivo são as bandas. Elas não foram exploradas ao máximo – talvez porque a ideia do jogo é ser um euro médio-leve, bem receptivo a novos jogadores, e muitos elementos poderiam torná-lo complexo demais -, mas tiveram cuidados muito sutis em questão de referência e nomenclatura.
O jogo num geral não está entre os meus favoritos, mas recebe uma nota bem alta, por ser bem gostoso de jogar. Já o tema merece o posto de 2º lugar, por toda a carga emotiva que me traz.

Aguardo ansiosa por novidades a respeito do jogo, expansões, novas bandas e, quem sabe, algum modo de jogo mais difícil e desafiante. Com certeza, vou ficar bem empolgada com isso.


Menção honrosa ao Overdrive, que compartilha do mesmo tema, apesar de forma bem diferente. O jogo ainda não foi lançado mas também garanti minha cópia no financiamento coletivo e certamente a temática foi um grande atrativo pra isso.

1. Euphoria (Sr. Meow)

euphoria.jpg

Parando pra pensar bem, eu acho que tenho uma certa tara por retrofuturismo (imaginar um futuro que nunca aconteceu a partir de tecnologias que nunca se desenvolveram tanto ou de forma alguma), porque Euphoria é realmente meu jogo número 1 em questão de temática. Talvez ganhe uns pontos adicionais devido a minhas boas experiências jogando BioShock Infinite (o jogo digital) e o quanto aquela história foi marcante pra mim.

Apesar d’eu nunca conseguir vencer nesse jogo (e, na maioria das vezes, ser um dos jogadores com pior desenvolvimento na partida), é realmente prazeroso entrar nesse universo. Sempre que explico suas regras para alguém, gosto de não pegar nem um pouco leve na imersão, explicando que os rebeldes ficam super motivados quando tomam banho de água fria, ou ficam muito mais centrados quando passam por uma terapêutica sessão de choques, indo em seguida trabalhar com os demais.

Todo o visual de Euphoria sustenta a sua temática de forma elegante e incrível. Até mesmo alguns detalhes que, mecanicamente, não fazem diferença alguma (como a questão filosófica de cada um dos dilemas) acompanha a mentalidade do jogo. E o tom bem humorado e totalmente populista te faz entrar na onda de ser um manipulador político fácil fácil.

A distopia bem aplicada, o universo bem fechado e as espertas sacadas nas descrições e títulos das cartas já fazem, por si só, Euphoria tornar-se uma experiência única. Some isso ao fato de que a mecânica é muito gostosa de jogar, e temos aí um jogo que me fará voltar para ele de tempos em tempos (mesmo perdendo feio – quase – todas as vezes).

1. Euphoria (Sra. Meow)

E a minha primeira colocação é, também, o Euphoria. Acredito que meus motivos não sejam tão diferentes dos de Sr. Meow. Desde que comecei a conhecer mais sobre steampunk, cyberpunk – e outros punks -, também passei a gostar muito de toda questão utópica e distópica que as sociedades, fictícias ou não, apresentam.

Euphoria é uma grande representação de distopia, e apesar de dilemas relativamente simples e até mesmo clichês, eu acho que o jogo consegue expor bem todo um ideal, é isso é muito cativante.

O jogo me chamou muito a atenção pelos componentes e também pelas mecânicas, mas certamente a temática foi o que mais me motivou a comprá-lo. O preço, por outro lado, foi o motivo que adiou um pouco a minha compra. Mas… como é bom ter um estoque de jogos que você mesmo criou e poder trocá-los por outros jogos que você deseja! No nosso caso, por exemplo, havíamos acabado de lançar o Cartas a Vapor, e trocamos algumas cópias dele por uma bela e grande caixa do Euphoria.

E o primeiro lugar do pódio vai para esse jogo, então, por 2 motivos: o primeiro é porque essa é a temática que mais me interessou até hoje dos jogos que tenho, e segundo porque, dentre quase 100 jogos na minha coleção, esse está entre os meus favoritos, compensando, e muito, o investimento que fiz nele!

 

 

É isso aí. Estes foram os jogos que compramos porque gostamos muito do tema.
Agora nós queremos saber quais os jogos que vocês acabaram comprando por esse motivo. Conta pra gente?

E o Gato Batata vai indo nessa.
Obrigado pela companhia mais uma vez, e até a próxima!

 

Anúncios

Publicado por

Potato Cat

Olá! Eu sou um gato. E uma batata. E também uma empresa de jogos. Leia um pouco do conteúdo desse blog e certamente você saberá bem mais sobre mim ;)

Um comentário sobre “TOPCAT #02 – 3 Jogos que eu comprei pelo tema”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s