Café Express – DevLog #01

Gatos, Batatas e Café

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Neste DevLog, o Gato Batata, que é este ser fofuxo aqui,  inicia uma nova jornada com palavras, imagens e muitas revelações sobre o segundo jogo da Potato Cat: o curioso Café Express! Nessa maratona de devlogs, falaremos muito sobre o processo criativo, as mecânicas, os componentes e todas as demais etapas de desenvolvimento e divulgação do jogo que estamos criando para apaixonados por gatos, batatas e café!

Lições aprendidas: Tempo não significa qualidade, aleatoriedade não exclui genialidade e inspiração também é uma necessidade.

Dica do Gato: Seguir em frente é sempre necessário. Mas encontrar novos caminhos e métodos de caminhar é ainda mais essencial. Uma das chaves para o sucesso é estar atento às oportunidades e trilhar sempre a rota mais interessante, sem medo de mudar.

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“E agora?”, perguntaram-se Senhor e Senhora Meow, meus pais, no final de um ano cheio de loucuras. Cartas a Vapor havia sido um sucesso de financiamento coletivo e agora estava quase saindo da gráfica. Cabia a nós somente esperar para avaliar o material que viria. Mas, era só isso mesmo? Esperar?

Durante toda a preparação da campanha, e também um pouco antes, havíamos testado e criado alguns outros jogos. Dentre eles, alguns títulos que já estão parcialmente ilustrados e consideravelmente testados, como Vengeance & Gratitude e Lights Out! (que em breve os amigos do Gato Batata devem começar a ver com mais frequência nos eventos). Mas confesso que até para esse tubérculo felino aqui as loucuras que passamos foram bem cansativas. Não estávamos prontos para começar outro financiamento, para passar por tudo aquilo de novo. Precisávamos de um descanso.

Foi um pouco antes do financiamento coletivo também que conhecemos Jordan Florio e os parceiros do Teia de Jogos, que juntos formam uma iniciativa muito interessante de disponibilizar jogos de Print and Play (PnP) gratuitamente em seu portal. E como eram entusiasmados esses novos amigos! Voltimeia trazendo novos projetos e colocando-os para download do público, voltimeia tentando convencer o mundo de que essa era uma ótima maneira de se divertir e estimular o entretenimento analógico. Bem, o que posso dizer? Eles estavam certos.

Mas o que o Teia de Jogos tem a ver com nosso dilema (existencial) de como prosseguir? Vamos chegar lá.

crop2brotation
Crop Rotation é um dos jogos disponíveis no Studio Teia de Jogos para download, e foi um exemplo para nós de como um Print and Play pode ser reconhecido pelo público

Para a Potato Cat, decidir no que iríamos investir nosso tempinho precioso era algo crucial. Começar um novo financiamento coletivo sem nem sequer ter recuperado toda a grana do investimento anterior seria muito arriscado e desgastante. Ao mesmo tempo, não podíamos ficar parados e “deixar esfriar” o recém-mini-sucesso.

“Vamos criar um jogo pequeno!”, eu, o Gato Batata, disse.

Quer dizer, na verdade não foi bem assim, afinal, gatos batatas são mais observadores do que falantes, mas foi algo parecido.

Um tempo antes desse momento de calmaria temporária, durante um dia qualquer na faculdade, minha mãe virou para meu pai e disse: “Vamos fazer um jogo PnP? Um jogo pequeno, rápido, com poucos componentes, que possamos colocar no Studio Teia de Jogos?”

Uma ideia, no momento, aleatória, e que ele aceitou na hora. Mas foi somente depois que notamos a importância dessa oportunidade: um jogo rápido e leve, numa plataforma aberta onde você não precisa acertar 100% antes de lançar um jogo, é tudo o que precisávamos! Assim nos manteríamos com uma certa visibilidade, continuaríamos produzindo algum jogo grande com nossos colaboradores, e teríamos um fôlego a mais para cair de cabeça em um projeto futuro mais elaborado depois.

A partir de então, eles começaram a esboçar possibilidades. Um brainstorming rápido, com ideias jogadas no ar. É meio difícil de explicar como foi, mas talvez tenha sido algo assim:

Que tal um jogo sobre café? Então, talvez, que se passe no Velho Oeste? Mas espera, café? Então tem que ser expresso! Não, melhor… que tal um trocadilho com a palavra expresso? Um trem? Um duelo faroeste num trem onde a recompensa é café… Isso! Exatamente isso!!

E assim, nasceu o Café Express!

Bem, só o conceito, né? Um universo dentro de um trocadilho que pedia pra se tornar um jogo completo.

Alguns dias depois, já tínhamos alguns rascunhos feitos. Desenhos, testes de mecânicas, um roteiro mais elaborado, esboços das cartas, e um protótipo extremamente caseiro – e feio.

primeiro_prototipo.jpg
Primeiros rabiscos do Café Express em sua forma mais primitiva – Prometemos que está ficando mais bonitinho que isso!

Apesar de feio, o jogo estava cumprindo seu objetivo com louvor. Sua proposta é ser um filler com bastante emoção, adrenalina e tensão. Rápido, estratégico, com uma dinâmica simples, mas que requer muita visão e planejamento. Pensamos em fazê-lo num curto período de tempo, somente pra preencher o buraco mesmo, alguma coisa por volta de um mês.

Agora já faz 4 meses, mas sabe qual a coisa mais curiosa? Ele estava conceitualmente pronto no primeiro mês! Isso, no entanto, é história pra outro devlog.

Café Express conta com pouquíssimos componentes, apenas 8 cartas, 3 meeples e alguns cubinhos sobre um tabuleiro bem clean. Por outro lado, conta com uma gama de estratégias infinda, devido sua modularidade das cartas – outro papo que ficará para o futuro.

Além disso, por ser um jogo para apenas 2 jogadores, ficou muito fácil testar várias vezes para balancear as habilidades dos personagens.

Ah, e falando sobre personagens, o roteiro do jogo foi uma das partes mais divertidas de criar. A história se passa em um velho oeste alternativo totalmente movido por café. Isso mesmo! Pessoas são viciadas em beber – e até comer – café. E acredite se quiser, a moeda é… café! Mas imagine que a plantação desse precioso ouro negro foi devastada por uma praga letal, e que somente 3 míseros grãos restaram. O que você faria? O chefe de estado, claro, enviou esses grãos para bem longe, para que pudessem ser novamente plantados antes que toda a economia fosse por água abaixo.

Os grãos foram colocados num trem expresso, que sairia de Browntown, a cidade do Café, e seguiria por um vasto e desértico caminho até Croptown, a cidade das Sementes. Para escoltar o maquinista e ainda proteger as cargas preciosas de qualquer atentado surpresa, uma autoridade foi acionada. E como você deve estar imaginando, eles não estavam errados: um bandido logo chegou para saquear os grãos de café. Montado em seu cavalo, armado e bem preparado, ele estava lá para protagonizar uma cena de ação.

Mas espera aí… Eu não vou contar o jogo todo de uma vez! Ainda temos muito para conversar e eu gostaria de deixar um gostinho de curiosidade em vocês.

No próximo capítulo, vamos falar sobre como levamos essa ideia pra frente. Um contato com ilustrador, a história dos personagens e também sobre as referências cafeinadas que você poderá encontrar aqui e ali.

Então, se você é um bom amante do café, continue acompanhando nosso blog e não deixe de acompanhar também a nossa página no facebook, onde você ficará por dentro dos próximos eventos onde levaremos Café Express e também sobre mais novidades em tempo real! E caso você esteja a procura de outros DevLogs, que tal conferir os do Cartas a Vapor? Tem uma porção deles! Do começo ao fim do processo de desenvolvimento!

Foi um prazer compartilhar essas experiências com vocês.
Um abraço do Gato Batata, e uma xícara quente de café!

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