Cartas a Vapor – DevLog #14

Financiamento Coletivo

Happy Meow Year!

Neste DevLog, o Gato Batata ressurge das cascas para começar o ano conversando sobre… Bem… Muita coisa! Com enfoque na imensa experiência de passar (e obter sucesso!) num Financiamento Coletivo.

Lições aprendidas: Foram tantas! Mas posso destacar que a “não desanime” foi uma das mais importantes. No final das contas, todo esforço realmente faz diferença.

Dica do Gato: É extremamente difícil, mas igualmente importante, saber quando a persistência se torna teimosia. Como já comentei em outros DevLogs do Cartas a Vapor, é preciso reconhecer as coisas pelas quais vale a pena lutar e também aquelas das quais precisamos abrir mão, alterar e retrabalhar tantas vezes quanto necessário.

E se você perdeu alguma coisa ou deseja rever algo nos DevLogs de Cartas a Vapor, clica aqui e dá uma olhadinha em nosso resumo.

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Sabe aquela sensação de abrir um caderno antigo, todo empoeirado, pra voltar a escrever nele? Pois bem, é mais ou menos isso que eu sinto agora ao voltar a digitar no blog com minhas pequenas patas de batata. Tanta coisa aconteceu nesse tempo!

E por onde começar? Bem, que tal pelo fato de que Cartas a Vapor foi financiado? É isso mesmo! Temos muito a agradecer a todos os apoiadores, todos mesmo, até aqueles que não puderam apoiar monetariamente, mas sim com estímulos e divulgações das mais diversas! Tenho que confessar, porém, que foi um sufoco, e isso mesmo depois que já tínhamos financiado o projeto.

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Incrível! Nós batemos a meta no finalzinho e deslanchamos para os 133%.

Deixe-me explicar melhor. Existe essa coisa no mundo do empreendedorismo chamada “Preço de Penetração”, que nada mais é do que um preço mais baixo que o normal para atrair consumidores novos. Acredito que não preciso dizer, mas Cartas a Vapor, na campanha, estava barato. Quando calculamos o preço total do financiamento, tentamos ao máximo reduzir o mínimo requerido em todos os aspectos. Eliminamos nossos lucros, desconsideramos gastos de eventos e viagens, ignoramos pequenos ajustes que poderiam vir e outros custos igualmente “pequenos”. Isso tudo, é claro, considerando o preço da gráfica uns dois ou três meses antes de começarmos esta jornada.

Quando conseguimos bater a primeira meta, começamos a acertar novamente os preços e colocá-los na ponta do lápis. Mesmo depois com as metas estendidas alcançadas, o resultado não foi outro: ficaríamos no vermelho. Isso porque, é claro, optamos por fazer nosso melhor: investimos em metas estendidas realmente interessantes, em trabalho de qualidade para o manual e caixa, e um material superior do que nós mesmos prevíamos para a caixa e as cartas.

Não sei ao certo como dizer isso, mas ficamos contentes que não alcançamos a próxima meta por poucas centenas, pois então teríamos que fazer playmats (panos com arte de Porto Alegre dos Amantes e posição sugerida para colocar as cartas). Isso seria um custo muito grande para o qual não estávamos preparados, o que foi bem arriscado. Se nós queremos fazer um playmat para o futuro? Com certeza! Mas precisamos de um fôlego antes.

Fôlego este que virá com futuras vendas de Cartas a Vapor, com as cópias que nos restaram para tal. O que é assustador, porém, é que nossa aventura de pós-produção do jogo ainda não acabou. Temos muitos vídeos para fazer, entregas para acertar, eventos para comparecer, e-mails para escrever… Tudo isso somado a um trabalho administrativo que você só descobre o quão pesado é até realmente estar fazendo.

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São muitas, muitas cartas! E cartas lindas!

Comunicação, aqui, é a chave de tudo. Estar pronto para responder tudo e a todos, e não ter preguiça de ficar andando de metrô em São Paulo para realizar entregas pessoalmente (afinal, não é todo mundo que pode pagar pelo frete, e nós queremos o maior número de pessoas possível jogando Cartas a Vapor).

Não obstante (calma que tem mais, muito mais), é preciso pensar adiante! É preciso sondar futuras possibilidades de jogos, de projetos, de lojistas, de escolas, de parceiros, de tudo! Marketing é crucial para fazer com que saibam que você existe, e produção é essencial para continuar existindo.

Então com mil e uma coisas rolando simultaneamente (e não se esqueça que meus pais, Senhor e Senhora Meow, também trabalham fora da Potato Cat), fica um pouco difícil de escrever aqui no blog, sabe? Mas vamos prosseguindo!

Acredito que foi bem difícil, para nós, chegar onde chegamos. Talvez porque cometemos alguns erros, e o maior deles foi a pressa.

É muito difícil começar um projeto. Principalmente um que você sabe ser muito grande. As faltas de coragem, determinação e persistência são os grandes chefões de um empreendimento. Por isso, acho, tentamos nos manter sempre à base de prazos apertados. Uma espécie de incentivo para fazermos o projeto sair a todo custo. Talvez, mas só talvez, isso possa ter nos prejudicado um pouquinho (muito) quanto ao estresse e tempo de sono. E, como você bem deve saber, gatos (até mesmo os batatas) precisam dormir muito para estarem dispostos.

Não recomendo. Prazos são ótimos, realmente estimulam e impedem as coisas de desandar, mas conheça seu tempo e seus limites. Acredito que se tivéssemos nos permitido mais tempo para divulgarmos mais, estudarmos melhor os preços, produzirmos com mais calma o jogo, tudo seria bem diferente. Queríamos ter tido em mãos mais protótipos finais, mais reverberação nas mídias, mais eventos atendidos, mais oportunidades exploradas, mais preparação, mais muita coisa. Não possuir isso foi custoso, e não me refiro à parte monetária da situação.

Por outro lado… Uau! Que aventura! Aprendemos TANTA coisa nesse processo, e conhecemos TANTA gente que, mesmo não recomendando essa loucura que fizemos, posso dizer com certeza que este Gato Batata aqui não se arrepende um só momento do que vivenciou no último ano.

E o que vem pela frente? Muita coisa também! Temos muitos projetos engatilhados e, graças a maravilhosa parceria com Jéssica Lang, que já virou amiga de família dos Meow, estamos caminhando em direção a todos eles! Por isso (e por outras) que recomendo, para aqueles que já não fazem, seguir nossa página no Facebook e acompanhar por lá as novidades quentinhas do Gato e seus amigos (que são cada vez mais).

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Café Express: nosso próximo projeto vai nascer das terras empoeiradas do Velho Oeste.

Ah, e eu já disse que pretendemos voltar a escrever com maior frequência no blog? Pois fique sabendo :3

Até a próxima, meus queridos humanos! Que 2017 lhes traga muitos ron-rons, muitas batatas, e uma quantidade imensa de jogatinas!

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Publicado por

Potato Cat

Olá! Eu sou um gato. E uma batata. E também uma empresa de jogos. Leia um pouco do conteúdo desse blog e certamente você saberá bem mais sobre mim ;)

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