Potato Cat – Bastidores #02

Projetos!

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Neste “Bastidores”, o único narrador que é tão gato quanto batata que você irá encontrar, traz até você um pouco sobre a experiência de planejar e produzir diversos projetos ao mesmo tempo.

Lição aprendida: Antes tarde do que nunca, pode ser bem mais interessante você já ter seu projeto bem documentado, transcrito e até mesmo testado antes de mostrá-lo para os demais e cogitar formar uma equipe. Isso pode lhe ajudar a manter o controle sobre mais de uma jornada ao mesmo tempo e também a conquistar um pessoal determinado e interessante para trabalhar com você.
Dica do Gato: Então assim que eu tiver meu projeto documentado e tudo arrumado, é só sair mostrando pra quem eu achar bom e legal? – Muita calma nessa hora. Lembre-se que isso pode ser algo muito arriscado! Trabalhe com confiança, ou trabalhe com contratos.

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Quando a Potato Cat surgiu (e isso quer dizer: quando eu nasci), éramos um grupo universitário de quatro alunos num curso de Jogos Digitais, numa faculdade de tecnologia, mais especificamente na Fatec de São Caetano do Sul. Aquele típico grupo que faz todos os trabalhos juntos, que tem ótimas ideias e faz tudo em harmonia.

O tempo passou e, como todos sabem, nem tudo nessa vida são rosas. Dois membros do grupo abandonaram a faculdade, e somente meus pais, Senhor e Senhora Meow, continuaram nessa empreitada.

Em todo esse trajeto, muitos projetos surgiram, com as mais variadas temáticas e os mais variados estilos. Fizemos muitos playtests, tentamos criar muitos designs sozinhos, adquirimos muita experiência, mas, quando o projeto em conjunto com a Brasiliana Steampunk começou a andar depressa, ficamos animados e deixamos um pouco de lado nossos demais projetos. Afinal, gatos batata nem têm polegares opositores, como vocês acham que eu conseguiria lidar com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo?

Outro motivo de termos parado um pouco com os demais projetos foi a falta de uma equipe completa. Afinal, éramos somente meus pais e eu. Por isso também que optamos por não trabalhar com jogos digitais a princípio, pois exige uma equipe multidisciplinar, e nós estávamos ainda aprendendo.

Por um longo período, tudo o que fizemos foi o Cartas a Vapor, esse projeto ambicioso que a cada dia mais caminha para frente. Mas quando conseguimos uma boa experiência, uma relativa atenção e um fôlego extra, voltamos com tudo nos outros jogos, e é justamente sobre a administração e produção de vários projetos simultâneos que esse texto busca explorar.

Pessoas são delicadas, sabe? Cada um trabalha de um jeito, tem sua própria linguagem, seu próprio ritmo, sua visão de mercado e até mesmo seu entendimento sobre o mundo lúdico dos jogos. Além disso, nossos projetos têm características muito únicas, tornando difícil, ou talvez até inviável, trabalhar com os mesmos artistas em todos eles.

Mas a única coisa que nos permitiu conseguir trabalhar em até quatro jogos ao mesmo tempo (sim, quatro), foi o fato de já termos tudo muito bem testado e definido. Mesmo sem uma equipe completa, já tínhamos todos os projetos documentados, todas as ideias transcritas, todas as mecânicas razoavelmente testadas. Assim, quando encontrávamos uma nova pessoa com a qual nos identificávamos, tudo o que tínhamos a fazer era mostrar o projeto já detalhado, e a pessoa dizia se gostaria de trabalhar conosco ou não.

Tivemos que contar com um pouco de confiança, é claro. Você não pode virar para qualquer um e dizer “Olha, esse aqui é o meu projeto” e esperar que essa pessoa não irá dizer que não está interessada, virar as costas e tentar reproduzir exatamente o que você passou um bom tempo planejando. Por isso, escolhemos nossa equipe com muita calma e carinho. Afinal, o Cartas a Vapor já estava caminhando e, por isso, não tínhamos tanta pressa.

E isso nos permitiu conhecer melhor as pessoas ao nosso redor. Conhecer a um ponto de criarmos expectativas bem realistas quanto ao ritmo de produção, ao empenho e ao estilo de trabalho de cada uma delas. Tenho que confessar que vem sendo um imenso prazer trabalhar com esse pessoal.

Das cômicas e furiosas fuinhas de Vanessa Yumi, aos góticos e detalhados brasões de Jéssica Lang. Dos playtests fluídos e críticos de Víctor Silva, aos autômatos inusitados e fantásticos de Bruno Accioly. Tem sido uma jornada e tanto.

Paciência e determinação são peças chaves para a construção de algo grande e importante, principalmente quando você está envolvido em diversos projetos ao mesmo tempo. Mas, às vezes, é necessário virar algumas noites testando novas mecânicas e desenhando layout de cartas para conseguir levar um protótipo a tempo para o evento.

Mas tudo ótimo! Pois em breve teremos mais novidades e talvez DevLogs até mesmo de novos projetos! E se você está curioso para saber mais, fique de olho em nossa página do Facebook e aqui neste blog. Um futuro gatástico nos aguarda!

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Publicado por

Potato Cat

Olá! Eu sou um gato. E uma batata. E também uma empresa de jogos. Leia um pouco do conteúdo desse blog e certamente você saberá bem mais sobre mim ;)

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